Este blog tem como objetivo trazer informações sobre a neuropsicologia e reabilitação cognitiva. Este espaço destina-se a troca de idéias e esclarecimentos entre pais, educadores,cuidadores e profissionais sobre o funcionamento cerebral normal e patológico. Sejam todos bem vindos!
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Saúde do cérebro!!!
Que tal aproveitar o ano-novo chegando para dar um agrado ao corpo e alma?
Antigamente, o exercício físico era recomendado apenas para manter o coração saudável, o colesterol baixo e a pressão arterial sob controle. Hoje em dia, ele é indicado também para manter a saúde do cérebro: dá motivação, promove a socialização, combate os efeitos nocivos do estresse crônico, a depressão, a ansiedade, melhora a memória e o aprendizado, e ainda faz o cérebro produzir substâncias que mantêm os neurônios saudáveis e mais resistentes a danos.
A prática de atividades físicas começa a trazer benefícios já com uns 20 minutos de suor, quando o corpo começa a produzir o hormônio cortisol como reforço à disponibilização de energia para os músculos. Além de imitar o que o sistema simpático já estava fazendo, aumentando a frequência cardíaca e o fluxo de sangue para os músculos, é o cortisol que faz com que as reservas de energia na forma de gordura comecem a ser utilizadas. Ou seja: só se começa a queimar gordura com uns 20 minutos de exercício. Por isso 10 minutinhos de cada vez não adiantam – nem aquela caminhadinha leve.
Além do prazer imediato que o esforço físico proporciona (mas, de novo, só se for intenso o suficiente) com a liberação de endorfinas no cérebro, terminar o exercício é relaxante. O corpo descansa com o aumento da atividade parassimpática, que promove a recuperação física e o crescimento muscular, e ainda ganha uma injeção de prolactina, hormônio ansiolítico que também é produzido no orgasmo. Isso tudo além do relaxamento muscular em si: é relaxante dar um uso a toda aquela tensão muscular acumulada ao longo do dia.
E os benefícios continuam com a prática regular, que hoje é considerada o que há de mais próximo de um elixir da juventude. O exercício físico intenso regular faz o corpo aumentar a liberação de dois hormônios, o IGF-1 e o hormônio do crescimento, cuja redução com o passar dos anos está associada ao envelhecimento normal do corpo e da mente. Com mais idade e cada vez menos desses hormônios, o corpo acumula gordura, perde massa muscular, potência cardíaca e elasticidade das artérias e, de quebra, ainda perde neurônios no cérebro, sobretudo se o estresse for uma constante na vida.
Tudo isso é inevitável para quem leva uma vida sedentária – mas muda drasticamente quando se começa a suar com regularidade. Produzindo mais IGF-1 e hormônio do crescimento, a massa muscular aumenta, o índice de gordura corporal diminui, os ossos e o coração se fortalecem, e até a produção de colágeno da pele aumenta, o que ajuda a manter o aspecto jovem. E os benefícios se estendem ao cérebro, conforme o IGF-1 do sangue aumenta a produção de um fator de crescimento que mantém os neurônios saudáveis, facilita a memória e protege os neurônios de insultos como isquemias e derrames. A memória melhora, as respostas ao estresse se tornam mais sadias, a ansiedade diminui.
Não fomos feitos para ficar sentados no sofá. Os confortos da vida moderna são ótimos, mas o sedentarismo talvez seja um grande responsável pelo lado ruim do envelhecimento. Não dá para parar o tempo, mas reverter os seus efeitos indesejáveis sobre corpo e cérebro está ao alcance de todos. Basta suar a camisa.
E qual a melhor atividade física? Minha resposta: a que você gostar, seja dança de salão, futebol, frescobol, corrida – desde que faça você suar. Por que o exercício de que você gosta é o único que você vai realmente fazer... Suzana Herculano Houzel
quinta-feira, 14 de março de 2013
BENEFÍCIOS DA CAMINHADA!
Caminhe pelo menos 10 quilômetros por semana e proteja o cérebro, diz um estudo publicado na revista Neurology.
“A massa cerebral é reduzido na fase final da vida adulta, o que leva a problemas de memória”, disse Kirk I. Erickson, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Pittsburgh. “Nossos resultados devem incentivar as experiências do exercício físico em idosos, bem como uma abordagem promissora para prevenir a demência e a doença de Alzheimer”, ele acrescenta.
Os pesquisadores gravaram os quilômetros caminhados em uma semana por 299 pessoas sem demência. Depois de nove anos, cientistas realizaram exames cerebrais nos participantes para medir a massa cerebral. Quatro anos mais tarde, testarem os participantes mais uma vez para ver se eles tinham desenvolvido demência ou disfunção cognitiva. Após o estudo dos dados, pôde-se concluir que as pessoas que haviam caminhado cerca de 10 km por semana mantiveram o volume de matéria cinzenta e tinham reduzido pela metade o risco de desenvolver problemas de memória.
Caminhe pelo menos 10 quilômetros por semana e proteja o cérebro, diz um estudo publicado na revista Neurology.
“A massa cerebral é reduzido na fase final da vida adulta, o que leva a problemas de memória”, disse Kirk I. Erickson, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Pittsburgh. “Nossos resultados devem incentivar as experiências do exercício físico em idosos, bem como uma abordagem promissora para prevenir a demência e a doença de Alzheimer”, ele acrescenta.
Os pesquisadores gravaram os quilômetros caminhados em uma semana por 299 pessoas sem demência. Depois de nove anos, cientistas realizaram exames cerebrais nos participantes para medir a massa cerebral. Quatro anos mais tarde, testarem os participantes mais uma vez para ver se eles tinham desenvolvido demência ou disfunção cognitiva. Após o estudo dos dados, pôde-se concluir que as pessoas que haviam caminhado cerca de 10 km por semana mantiveram o volume de matéria cinzenta e tinham reduzido pela metade o risco de desenvolver problemas de memória.
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